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Não ao uso indevido do FORMOL
Por Leandro Silva
Há muito tempo as pessoas me questionam sobre os benefícios reais do uso do formol dentro do Salão de Beleza, mas, nunca me perguntaram efetivamente, o que ele realmente faz. Preocupam-se apenas com os resultados fantásticos que no primeiro momento demonstraram ser efetivos, deixando o cabelo liso. Não posso deixar de registrar minha preocupação sobre essa ilusão de efeitos do formol em que se acredita, principalmente aqui no Brasil onde o cabeleireiro encontra-se despreparado para aceitar certas verdades, derrubar mitos e entender realmente um pouco mais sobre a química cosmética.
O formol está classificado no grupo dos aldeídos. Assim, ele tem como principal função dentro da cosmética de agir como conservante, por ser um potente agente para controle microbiológico e esta substância oferece resultado em pequenos percentuais. Mas então qual o real risco, já que ele é um conservante e porque ele oferece tanto risco à saúde já que se aplica sobre uma proteína estrutural que forma o cabelo?
O cabeleireiro não sendo conhecedor profundo da química faz com que no seu ambiente de trabalho através de misturas milagrosas - porém, indevidas - e com auxilio de fatores mecânicos e também físicos , ocorram modificações na função orgânica da substância formol. Bioquimicamente tratando desse assunto, a partir de um aquecimento a substancia troca de função orgânica e de estado da matéria, tomando nova característica química.
O uso do formol como alisante capilar NÃO é permitido pela ANVISA, pois, esse desvio de uso pode causar sérios danos ao usuário do produto e ao profissional que aplica o produto, tais como: irritação, coceira, queimadura, inchaço, descamação e vermelhidão do couro cabeludo, queda do cabelo, ardência e lacrimejamento dos olhos, falta de ar, tosse, dor de cabeça, ardência e coceira no nariz, devido ao contato direto com a pele ou com vapor. Várias exposições podem causar também boca amarga, dores de barriga, enjôos, vômitos, desmaios, feridas na boca, narina e olhos, e câncer nas vias aéreas superiores (nariz, faringe, laringe, traquéia e brônquios), podendo até levar a morte.
É importante esclarecer que o que está proibido é o desvio de uso dessas substâncias. A legislação sanitária permite o uso de formol e glutaraldeído em produtos cosméticos capilares apenas na função de conservantes (com limite máximo de 0,2% e 0,1%, respectivamente), durante a fabricação do produto, somente. A adição de formol, glutaraldeído ou qualquer outra substância a um produto acabado, pronto para uso, constitui infração sanitária, estando o estabelecimento que adota esta prática sujeito às sanções administrativas, cíveis e penais cabíveis, sendo que adulteração desses produtos configura crime hediondo.
“Então o que eu faço para manter o cabelo liso e saudável da minha cliente e saudável?”, deve estar se perguntando o cabeleireiro.
Digo que o caminho cosmético é amplo e várias são as substâncias que trazem tal benefício. O único cuidado é reconhecer a compatibilidade química para não gerar transtorno. Entre as substancias posso citar aqui o tioglicolato de amônia , aminoácidos, ou ainda a família dos hidróxidos como por exemplo o Sódio , Cálcio. Ademais, é trabalhar paro o sucesso do seu salão, buscando resultados eficazes e que realmente tragam resultados e benefícios a você cabeleireiro e a sua cliente .
Um forte abraço!
Leandro Silva
Esteta e pós graduando em Cosmetologia Aplicada
Fonte: Revista Lafi News
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